Vídeo com notícia falsa viraliza e causa linchamento de inocente

Fonte: UOL e BBC News

 

Um vídeo com notícia falsa foi o que causou pânico na Índia.

Quando comentamos sobre os cuidados que devemos ter diante das notícias falsas, não é apenas pela mentira dita ou pela influência que ela causa. Uma fake news pode destruir vidas e basta um clique para que isso aconteça.

 

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Fonte: UOL e BBC News

O vídeo com notícia falsa

Na Índia, um vídeo compartilhado por WhatsApp viralizou rapidamente e causou pânico.

Ele mostra, em plena luz do dia, uma criança na rua sendo agarrada por um motociclista e, assim, levada embora.

É visível o desespero dos vizinhos e demais na rua, motivo pela qual causou tanto alvoroço entre os moradores.

 

O vídeo original

O grande problema desse vídeo é que ele nada mais é do que um vídeo tirado fora de contexto, tornando-o falso.

O vídeo original tinha cunho informativo e havia sido gravado pelas autoridades do Paquistão a fim de alertar sobre a segurança das crianças nas ruas de Karachi.

A segunda parte do vídeo, que segundo as autoridades indianas, foi removida, é possível ver o “sequestrador” devolvendo a criança e segurando um cartaz que se lê: “Basta apenas um momento para uma criança ser sequestrada nas ruas de Karachi.”

 

Mídia local

Quando um vídeo desse tipo aparece, muitas pessoas tendem a acreditar e sequer vão atrás de maiores informações para saber se ele é, de fato, real.

Em meio ao desespero de pais e vizinhos que compartilhavam a notícia com seus conhecidos, as televisões locais acabaram contribuindo para semear ainda mais o pânico.

A mídia tratou de alertar os moradores de que 5 mil sequestradores de crianças haviam entrado pelo sul da Índia.

 

Relato dos moradores

Alguns moradores relataram que ficaram preocupados com a segurança de suas crianças após assistirem ao vídeo e às notícias.

“Não queremos deixá-las sozinhas nas ruas”, diz uma moradora.

 

As consequências do vídeo com notícia falsa

Às vezes um vídeo falso acaba por não atingir ninguém e logo as pessoas ficam sabendo de que se travava de fake news. Mas não foi esse o caso aqui.

O linchamento de um inocente ocorreu. Kaalu, de 26 anos, estava a procura de emprego em Bangalore.

Alguns moradores acreditavam que ele era um dos sequestradores de criança e o famoso “fazer justiça com as próprias mãos” acabou acontecendo.

Kaalu teve as mãos e pernas amarradas, foi agredido pelos moradores e arrastado pelas ruas. Infelizmente ele morreu a caminho do hospital.

 

Alerta sobre as fake news

A polícia de Bangalore está aproveitando as redes sociais para acabar de vez com os boatos relacionados aos vídeos e às notícias. Também há patrulhas participando dessa campanha.

O comissário de polícia de Bangalore, inclusive, pede para que “ao espalhar esse tipo de informação, que não é verificada, peço à imprensa que confirme sua veracidade e, então, a divulgue.”

 

Mais vítimas

As fake news tem causado a morte de pessoas inocentes e é preciso tomar muito cuidado. Não foi apenas o vídeo com notícia falsa ou a mídia que gerou mais vítimas, mas o próprio medo dos moradores também.

A polícia indiana anunciou que deteve, nessa segunda-feira, 23 pessoas acusadas pelo linchamento de cinco homens apenas no final de semana.

O linchamento está vinculado aos boatos falsos envolvendo a presença de supostos traficantes de crianças que tem circulado no WhatsApp.

É relatado que mais de 25 pessoas morreram nos últimos meses por espancamentos coletivos provocados por essas fake news.

Segundo a polícia, o último caso aconteceu no domingo, quando uma multidão avançou na direção de 8 homens no distrito de Dhule (Maharashtra), que fica a 300km de Mumbai.

A agressão começou depois que um dos moradores viu um dos integrantes do grupo conversando com um menino quando descia de um ônibus. Eles suspeitaram que eram sequestradores de crianças e atacaram o grupo.

Três vítimas conseguiram escapar, mas as outras cinco foram levadas até outro local, onde foram espancadas até a morte.

As vítimas eram procedentes do distrito de Solapur, que fica 400km ao sul do local da tragédia.

Ao menos 10 suspeitos continuam foragidos, identificados pelas imagens registradas em vídeos.

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Fontes: UOL e Extra

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